Exposições de set/out de 2017

45ª Exposição de Orquídeas de Sorocaba SP 2017

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São José do Rio Pardo SP   –   Santa Cruz das Palmeiras SP

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Exposições realizadas em 2017 com a colaboração dos amigos da UNO

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agosto – 45ª Exposição de Poços de Caldas MG

agosto – 22ª Exposição de Leme SP

agosto – 53ª Exposição de Matão SP

agosto – 34ª Exposição de Pirassununga SP

maio – 13ª Exposição de Santa Rita do Passa Quatro SP

maio – 12ª Exposição de Araras SP

maio – 22ª Exposição de Mogi Guaçu SP


Conheçam um pouco sobre algumas Cattleyas brasileiras que florescem em setembro


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Cattleya amethystoglossa
Linden & Rchb.f. ex R.Warner, Select Orchid. Pl.: t. 2 (1862).

Trata-se de uma espécie brasileira, classificada por Lindley e Reichenbach f. que, segundo algumas fontes, apareceu na coleção de Reichenhein, que a recebeu de Drino, coletada pela primeira vez na Bahia em 1856. Foi conhecida como Cattleya guttata variedade prinzi Reichenbach f. e teve ainda vários outros nomes entre 1856 e 1882. Foram Lindley e Reichenbach f. os primeiros a usar o nome de Cattleya amethystoglossa.
Seu principal habitat é no sul da Bahia, em uma altitude entre 900 e 1200 metros, em matas altas e claras na Serra do Mar e muito chuvoso nos meses do verão.
Planta robusta, epífita ou rupícola, com pseudobulbos cilíndricos e vincados de até um metro de altura, portando duas ou três folhas de 15 centímetros de comprimento, coriáceas, arredondadas e de cor verde escuro acinzentado. Hastes florais de 15 cm de altura que surgem do ápice dos pseudobulbos e base das folhas, portando até 15 flores de, em média, 7 cm de diâmetro.


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Cattleya loddigesii
Lindl., Coll. Bot.: t. 37 (1826).

Registrada no ano de 1826 por John Lindley como Cattleya Loddigesii a espécie tinha sido descrita antes pelos irmãos Loddiges como epidendrum violaceum, 7 anos antes. A Cattleya Loddigesii foi nomeada com o sobrenome de seus importadores e foi a primeira Cattleya a ser cultivada na Europa.
O habitat vem desde o nordeste (Bahia e Espírito Santo), Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, até a Argentina e Paraguai. Encontrada principalmente em São Paulo e Minas Gerais entre 500 e 1200 metros de altitude.
A luz que gosta é mediana com ótima ventilação e alta umidade do ambiente onde vegeta, principalmente durante a noite. As temperaturas de cultivo variam dos 15 aos 30 graus (Cº), e costumam desidratar os bulbos que são do tipo “cana” na época da floração. As flores (de 8 a 11 cm) surgem, normalmente, de espata seca, e até parece que não vai florescer.


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Cattleya nobilior
Rchb.f., Ill. Hort. 30: t. 485 (1883).

Foi descrita por Reichenbach em 1883 no L’Illustration Horticole. Curiosamente foi desenhada por Lucien Linden, que desde o primeiro momento preocupou-se em mostrar a diferença morfológica da planta para, assim talvez, distinguí-la da Cattleya walkeriana de Gardner.
Originárias dos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, sul do Maranhão e Tocantins, estas plantas, de cor lilás-claro ao lilás-escuro, preferem estar sempre junto aos cursos de água perene, portanto repletos de umidade o ano todo. Vegetam normalmente sobre árvores frondosas que lhes proporcionam muita ventilação.
No seu habitat elas ficam meses sem receber água das chuvas. É no período chuvoso que elas absorvem grande quantidade de umidade, armazenando reservas para a época da floração.
Mas o interesse de colecionadores por estas plantas deu-se a partir da descoberta da variedade que seria posteriormente denominada “amaliae”. Descoberta na década de 60, na cidade de Taguatinga, no Tocantins, pela educadora, jornalista e orquidófila de Goiânia, Amália Hermano Teixeira, já falecida.
Suas flores podem chegar a 12 cm de diâmetro.


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Cattleya schilleriana
Rchb.f., Berliner Allg. Gartenzeitung 1857: 335 (1857).

Tem esse nome devido a sua aparição em coleções ter-se dado pela primeira vez, em 1857, em Hamburgo, na Alemanha, na coleção do cônsul de Schiller. Na ocasião, a planta havia sido levada da Bahia e, inicialmente, pensou-se ser um híbrido natural entre a Cattleya aclandiae Lindley e a Cattleya guttata Lindley (Cattleya tigrina). No ano de 1857, a planta teve seu registro no Berliner Allgemeine Gartenzeitung, por Reichenbach
Embora esteja descrito que a planta florescida na coleção do cônsul de Schiller tenha sido proveniente da Bahia, a Cattleya schilleriana foi endêmica do Espírito Santo, principalmente na Bacia do Rio Jucu, em uma altitude de 400 até 800 metros.
Neste habitat a planta encontrava condições de boa luminosidade e ventilação, com umidade relativa do ar elevada, principalmente à noite.
Suas flores variam de 8 a 12 cm de diâmetro, sendo destaque o tamanho e a beleza da parte frontal do labelo.